O dia passa, a decoração é desmontada, o vestido vai pro armário. O que fica é o que alguém teve a sensibilidade de guardar.
Quero guardar um momentoO abraço antes das lágrimas. A mão que treme. O olhar que ninguém viu. Eu vi.
O primeiro dia de uma vida inteira. Um dia, essa criança vai abrir essas fotos e ver o próprio nascimento pelos olhos de quem esperava por ela.












Uma noite que ela vai contar a vida inteira. Meses de preparação para poucas horas de festa, e a fotografia é o que faz essas horas durarem.














Qualquer câmera registra a valsa. Mas a festa de verdade acontece nas beiradas: a avó que segura o choro no fundo do salão, a mão do pai tremendo antes da entrada, a amiga que ri e chora ao mesmo tempo. É ali que eu fico.
E tem os que não puderam estar. Toda celebração carrega ausências, e a fotografia sabe encontrá-las com delicadeza: o retrato sobre a mesa, o brinde que fica um segundo mais longo, o nome que aparece no discurso e molha os olhos de todo mundo. Quem partiu não sai da festa. Continua presente em cada reencontro da família, e o meu olhar procura esses reencontros também, para que nunca sejam esquecidos.
Esses instantes não se repetem e não se encenam. Ou alguém está atento na hora em que eles acontecem, ou eles se perdem para sempre.


Sou fotógrafo profissional formado pelo SENAC, de Goiânia, com um trabalho construído entre o editorial e o artístico. Não me apresento como fotógrafo de eventos: me apresento como um olhar sensível que algumas famílias escolhem para os dias que não se repetem.
Chego antes, observo tudo e fico até o fim, porque o momento mais bonito da noite quase nunca avisa a hora em que vai acontecer.
Talvez seja uma festa que a sua família imagina há anos. Talvez seja um bebê que ainda nem chegou. Seja o que for, esse dia vai existir uma única vez, e depois vai morar só na memória de quem esteve lá.
Me conta o que está chegando. A gente conversa com calma, sem compromisso, e eu te mostro como esse dia pode ficar para sempre.